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ENELIN2009 III Encontro de Estudos da Linguagem II Encontro Internacional de Estudos da Linguagem 14 e 15 de agosto de 2009 Pouso Alegre - MG |
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realização
apoio
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O nome da língua ... Reflexão sobre a língua na perspectiva da AD |
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Amanda Eloina Scherer (UFSM) Nosso eixo central de estudos tem
se colocado na relação entre dois campos teóricos do conhecimento
sobre a linguagem. O primeiro campo é o da Análise de Discurso, pelo
seu avanço teórico e seus aportes analíticos para a reflexão sobre a
relação: língua, sujeito, história e memória. Já o segundo, o da
História das Idéias Lingüísticas, como tem sido desenvolvido no
horizonte brasileiro, nos traz à tona a importância de se refletir
sobre a história disciplinar moderna e sua contribuição mais
especificamente para a história da Lingüística de uma maneira geral.
A relação entre os dois campos tem contribuído de forma ímpar no
desenvolvimento de nossas pesquisas e tem nos ajudado a avançar a/na
reflexão sobre a importância de se entender de que maneira o que é
produzido academicamente por lingüistas está afetado de um lado,
pelo lugar ocupado por ele e de outro, pelo seu entendimento do que
seja científico na relação teoria e prática. Temos procurado,
primeiramente, explicitar as condições de produção de tais
documentos para poder elucidar/entender/compreender de que forma o
envolvimento ( ou não) do sujeito lingüista em políticas públicas de
produção do conhecimento afeta a tal produção e, por conseqüência, o
desenvolvimento de pesquisas futuras oriundas desse fazer. O que tem
nos levado, em um segundo momento, a refletir sobre a circulação das
idéias lingüísticas sobre a língua e que pode ser pensada pela
maneira como o sujeito representa seu lugar, como também por sua
história, por sua formação intelectual em Lingüística e, por fim,
pelo seu imaginário acerca da língua. Nosso entendimento está
alicerçado no pressuposto de que refletir sobre a circulação do
conhecimento sobre a língua é uma forma de se refletir sobre o que é
dar às pessoas o acesso ao conhecimento, na sociedade em geral
(Guimarães, 2007) e como elas tomam tais instrumentos para si e
constituem um saber sobre a língua na ilusão de ruptura mas repleta
pela continuidade. Para a presente comunicação, portanto, buscaremos
refletir sobre o papel do lingüista em políticas públicas relativas
ao ensino de línguas. Tomamos aqui como estudo analítico três
domínios do conhecimento sobre a língua: a psicolingüística, a
lingüística aplicada e a lingüística da língua de um modo geral para
procurarmos entender de que forma os “acréscimos” à língua tais
como: materna, estrangeira, segunda, alvo, língua 1, língua 2 entre
outras, estão presos às designações conceituais da Lingüística
Aplicada e da Psicolingüística. Já as formas: o inglês, o francês, o
português, o tupinambá, o guarani etc. estão tomados pelo lugar
ocupado pelo lingüista, ora designando a comunidade, ora a língua,
indistintamente (Tabouret-Keller, 1997). Para tanto, tentaremos
descrever de que maneira tais relações, que se estabelecem quando da
descrição do aparato teórico e metodológico sobre a forma de
designar a língua, vão ser determinantes para se entender a história
disciplinar e seus domínios de saber. |
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