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ENELIN2009 III Encontro de Estudos da Linguagem II Encontro Internacional de Estudos da Linguagem 14 e 15 de agosto de 2009 Pouso Alegre - MG |
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A mídia e a manipulação da opinião: um casamento amigável? |
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Daniele de Oliveira (UFMG) De um modo geral, a opinião,
expressa pela mídia, seja impressa ou falada, torna a mídia
responsável pela veiculação da opinião que emerge em determinada
sociedade. Neste trabalho procuramos refletir sobre o conceito de
opinião, tendo em vista a opinião veiculada na mídia impressa. A
opinião pública pode ser entendida como uma forma de representação
da sociedade na qual emerge, além de ser constituída dialógica e
intertextualmente. Há que se destacar também os “porta-vozes da
opinião”, ou seja, aqueles que exercem uma função interpretativa em
relação à opinião. Os jornalistas são os responsáveis tanto por
transmitir aos governantes (“fazer conhecer”) os anseios do povo,
suas reações, quanto por informar ao público (“fazer compreender”)
sobre a significação e as razões das condutas políticas. De acordo
com Landowski “a ‘opinião pública’ não é apenas uma figura da
história que se conta, ela tem ligação direta com os sujeitos da
comunicação em busca da sua própria identidade” (1992, P. 40). Além
disso, “Toda argumentação visa à adesão dos espíritos” (PERELMAN;
OLBRECHTS-TYTECA, 2005, P. 16) e, portanto, é necessário que haja
também um contato intelectual, que haja uma comunidade efetiva entre
os espíritos. O que nos conduzirá a uma reflexão sobre a interação
midiática, considerando-se suas peculiaridades. Van Dijk (2008)
aponta o acesso a alguma forma de discurso público como a
possibilidade de manipulação e cita, dentre outros, o artigo de
opinião e a publicidade, aos quais acrescentamos o editorial, como
meios de influenciar outros através da fala e da escrita. O
instrumental teórico selecionado para embasar essa reflexão
constitui-se pelas noções de opinião expresso por Landowski (1992),
pelos conceitos de dialogismo e interdiscursividade propostos por
Bakhtin, de interação midiática (THOMPSON, 2008), de argumentação (PERELMAN;
OLBRECHTS-TYTECA, 2005) e de manipulação (van DIJK, 2008). Para
tanto, foram selecionados dois editoriais, A linha de frente, e
Feliz ano-novo?, da revista impressa Caros Amigos para análise. Este
trabalho constitui os apontamentos iniciais de minha pesquisa de
doutorado em Análise do Discurso, iniciado este ano, na Faculdade de
Letras da UFMG. |
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