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ENELIN2009 III Encontro de Estudos da Linguagem II Encontro Internacional de Estudos da Linguagem 14 e 15 de agosto de 2009 Pouso Alegre - MG |
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realização
apoio
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Como a língua materna afeta o sujeito na aprendizagem de línguas estrangeiras? |
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Denise
Souza Rodrigues Gasparini (Unicamp)
A proposta deste trabalho é partir da noção de
sujeito constituído e dividido na e pela linguagem, proveniente da
psicanálise, para tratar de possíveis articulações entre linguagem –
língua materna – língua estrangeira. Parto da hipótese que tal
linguagem constitutiva do sujeito do inconsciente se configura e se
materializa para ele como sua língua materna, campo no qual se
encontra mergulhado desde sempre, e que é esta língua que inscreve
os traços determinantes de sua subjetividade, sendo, então, estas
marcas características as responsáveis pelas relações do sujeito com
as demais línguas. Proponho três perguntas para direcionar esta
discussão: a primeira diz respeito às implicações em se afirmar que
um sujeito é constituído por linguagem e às contribuições que tais
implicações podem oferecer para uma reflexão sobre a aprendizagem de
línguas estrangeiras. A seguinte se refere ao estatuto que a língua
materna pode ter para um sujeito e às conseqüências da ancoragem
deste a esta língua quando se pretende aprender um novo idioma. A
última questão pretende articular a hipótese psicanalítica de haver
um sujeito constituído por linguagem à questões referentes ao ensino
e aprendizagem de línguas, partindo da língua materna como campo
simbólico que perpassa o contato do sujeito com as demais línguas.
Busco analisar estas questões da posição de professora de língua
estrangeira que, a partir da experiência profissional em diversos
âmbitos do ensino de línguas (escolas regulares públicas e privadas,
curso livres de idiomas, curso de graduação em letras) e em contato,
nesta função, com públicos de faixa etária, situação socioeconômica,
grau de instrução etc. bastante heterogêneos, sempre observou a
chamada “aptidão” de determinados estudantes em oposição à
“inaptidão” de outros, independentemente das condições acima
elencadas. A partir do encontro com a psicanálise uma outra
possibilidade de consideração e de reflexão sobre a questão se
apresentou para mim, e é do lugar de pesquisadora e professora de
língua estrangeira se deixando afetar por estas formulações teóricas
que pretendo articular as questões propostas. Saliento que não é
pretensão desta pesquisa oferecer conclusões ou respostas, mas
apenas apresentar material para reflexão sobre a aprendizagem de
línguas estrangeira como solicitando ao sujeito operações sobre as
mesmas bases psíquicas onde está inscrita a língua materna, que tece
seu inconsciente e registra suas questões de foro mais íntimo, e
discutir quais as conseqüências que esta relação entre elementos que
parecem ser, ao mesmo tempo, tão íntimos e tão distantes pode
acarretar para alguém que se propõe a falar sobre si, sobre seu
desejo e sobre mundo em um idioma outro que não sua língua materna. |
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