ENELIN2009

III Encontro de Estudos da Linguagem

II Encontro Internacional de Estudos da Linguagem

14 e 15 de agosto de 2009

Pouso Alegre - MG

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A monitoria como instrumento para o ensino de língua inglesa nos cursos de Letras

Joelma Pereira de Faria
UNIVÁS/LAEL-PUCSP

O ensino de Língua Inglesa nos cursos de Letras tem sofrido grandes alterações nos últimos anos. Cerca de 15 a 20 anos atrás, os alunos ingressantes nesses cursos já possuíam conhecimento e relevante domínio da língua escrita e falada. Esse era um fator diferencial para a eficácia e evolução dessa disciplina, o que fazia com que o objetivo maior dentro do curso fosse a formação profissional e qualificada de professores de Língua Inglesa e não a aprendizagem da língua como, em geral, acontece atualmente.
Na atualidade, o aumento no número de alunos nos cursos de Letras tem tornado as salas de aula cada vez mais numerosas e heterogêneas. Também, o grande número de universidades, principalmente privadas, que não se encontram organizadas para o desenvolvimento de competências, habilidades e de profissionais qualificados têm sido fatores agravantes para o surgimento de uma série de problemas. Além disso, o que se percebe na formação dos professores é a propagação de modelos antigos e não um processo que os prepare para atuarem em um mercado de trabalho que conta, cada vez mais, com uma diversidade de contextos e situações (Celani, 2003; Celani & Magalhães 2000; Cavalcanti & Moita-Lopes,1991). Para dar conta do complexo e difícil contexto acima apontado, pode-se trabalhar com monitores, divididos em grupos, atuando em sala de aula, em conjunto com os alunos que detêm menor conhecimento da língua, para o desenvolvimento de um trabalho em que os participantes se tornem co-autores na prática docente, isto é, tornam-se colaboradores atuantes em um processo de ensino-aprendizagem pretendido por todos. A motivação para a este tipo de prática é, portanto, a tentativa de promover um processo reflexivo em que professores e monitores possam compreender suas ações, criar novas alternativas capazes de propiciar situações de ensino-aprendizagem que estimulem a interação e a busca de soluções para as dificuldades vivenciadas, bem como para o problema maior vivido pelos alunos destes cursos – sala numerosa e a grande heterogeneidade de conhecimento da língua alvo.